Mad Men: 1.01 “Pilot: Smoke Gets in Your Eyes”

Em Jul 5th, 2008 • Categorias: Blog, Mad Men

Nunca tinha lido críticas sobre Mad Men. Sabia vagamente sobre o que era e qual sua história, e acho que foi uma noite sem ter o que fazer que me levou a assistir a série. O que sabia? Sabia que era sobre propaganda, anos 1950-60, indústria do cigarro, e sabia que os críticos adoraram a série. Isso foi o suficiente para terminar a minha noite de tédio e assistir o piloto. E depois de vê-lo, dou graças a Deus por aquela noite de tédio. Como mais assistiria essa série?

Creio que em algum momento, em algum lugar, me deparasse com o episódio e cairia de amores pelas milhares de coisas possíveis de amar. Mas foi naquela noite específica que isso aconteceu, e aproveitei como nunca um episódio. Usarei esse espaço para falar das minhas impressões, do que gostei, do que não gostei, do que acho, do que deixo de achar e, resumindo, desse primeiro de treze episódios.

(Vicent Kartheiser, o ambicioso e amoral Pete Campbell)

Para mim não há série melhor: Temas polêmicos, anos 1950, série de época, galã, ótimas atuações e extras perfeitos (direção de arte, figurino, cenário…). Mad Men soube trabalhar com todas essas variáveis, não ficou apelativo nem confuso. Com elementos de humor (A máquina de escrever e o Xerox foram ótimos), alguns de drama (a cena final, do Draper com a família) e outros de pura polêmica. É admirável como um roteiro consegue levantar todas as questões sociais da época e hoje bem ultrapassadas e discuti-las com várias intertextualidades e referências a problemas de hoje. Querem exemplos? Temos aos montes! Negros e a sociedade, tabagismo, judeus e economia, política (espero que explorem aquela linha da campanha do Nixon, será genial), inserção da mulher no mundo do trabalho em algo que não o cargo de secretária, casamento, modernidade, e por aí vai. Como trabalhar tudo isso em uma hora? Palmas para o roteiro do criador de The Sopranos, Matthew Weiner.

Aquele escritório e o mundo de 50-60 me hipnotizaram, e certamente quero mais dessa química. Quero todas aquelas secretárias que fazem tudo para subir na vida, toda aquela ganância, todo aquele ambiente de trabalho tão diferente, mas tão igual do que temos hoje. E quero mais até da pessoa que já odeio com todas minhas forças, Pete Campbell (Vicent Kartheiser). Quero mais da atuação genial de Jon Hamm (Don Draper), um homem tão moderno, mas tão atrasado. Quero mais da mocinha nada ingênua Elizabeth Moss, e mais dessa época que nunca vivi, mas sempre quis. Meu caso com Mad Men não termina aqui, e sugiro a todos iniciar um romance proibido com essa série.

Uma palhinha da decoração, figurino, e, por que não, atores da série.
Vale a pena!



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