House: 4.14 “Living the Dream”
Em Mai 19th, 2008 • Categorias: Blog, HouseResumo: House cuida de um famoso ator de novelas quando acredita que o paciente tem uma grave doença, mesmo sem haver evidências que indicam isso. AO mesmo tempo, Wilson e Amber brigam pela primeira vez.
Data de exibição nos EUA: 5 de maio de 2008
Audiência: 14.84 Milhões
Trilha Sonora: “Needles in my Eyes”, The Beta Band.
Atores Convidados: Jason Lewis (Evan Greer); Anne Dudek (Amber)
Comentário: E quem disse que novela é coisa de gente idiota que não tem nada melhor para fazer?
Eu acho que as novelas são injustiçadas. Levante a mão daqueles que hoje criticam veementemente as novelas os que nunca acompanharam uma. Se você levantou significa que mentiu, e tudo bem quanto a isso. Todos mentem. As novelas são injustiçadas. Assistir é atestado de burrice e inutilidade? Por quê? O que diferencia uma novela de uma série, e porque uma é aceitável e outra não? Eu não sou uma pessoa noveleira, já fui, mas não sou. Agora, sou inteiramente, completamente e absolutamente viciada em séries. Por que isso me faz mais intelectual?
Muito disso está ligado ao fato de as novelas atingirem camadas mais populares. Criou-se uma idéia de que tudo que vem do povão e de que tudo que o povão gosta é coisa de baixa intelectualidade e repudiável. As novelas estão muito longe de serem inteligentes, justas e fontes de conhecimento, mas definitivamente não são o “flagelo social” que vários tendem a dizer. Eu sempre defendo que qualquer afirmação cega e generalizada está errada, então dizer que as novelas são idiotas e não servem para nada, na minha opinião, é estupidez. Tudo tem seu valor, alguns mais louváveis que outros, mas tudo tem seu valor. Mesmo que seja por diversão, mais idiota e fútil que seja, é um valor. Portanto, odeio quando dizem que novelas são inúteis e quem assiste tem que morrer. Eu mesmo assisti várias novelas mexicanas com todo amor e vício, e isso não me fez uma pessoa menos inteligente, só com um vício não reconhecido. Estou aqui, viva, com o cérebro aparentemente normal, e não me envergonho disso. Sou viciada em “House”, “Lost”, “Grey’s Anatomy” e as repudiadas “Top Model”. Isso me faz digna de um diploma de curso superior? Não vejo muito a diferença per si, lá no fundo. São distrações, meios de diversão e desligar do mundo real, parar por um momento e esquecer os problemas da vida. Claro, “House” é bem mais inteligente e de conteúdo do que todas as novelas juntas, mas mesmo assim, não é nada reprovável assistir novelas. Agora, nessa luta, eu não troco minhas séries por qualquer dessas novelas. Ok, talvez “A Usurpadora”, mas essa é especial! Brincadeira, “House” está a salvo no meu coração! Dito isso, vamos brincar e comentar o episódio!
Já era hora de termos uma história relacionada com as novelas de House, e graças a Deus que tivemos uma tão divertida que nem essa. Não colocarei esse episódio na minha lista de favoritos, mas me diverti, ri e gostei muito, como um bom e velho episódio da série. Confesso que o que mais me agradou não foi a parte médica e densa da trama, mas sim a participação especial de Jason Lewis. Eu sei que isso me faz muito clichê, mas acho-o maravilhoso, lindo, hot e com uma voz que me deixa maluca. Ok, isso foi exagerado, mas a voz dele realmente é ótima. Além do mais, vira e mexe ele faz gestos tão simples, mas tão… Encantadores!

Não é a toa que a Lindsay Lohan passou por tudo aquilo só para ter um encontro com o cara!
Ele está longe de ser um ator competente, e sempre será somente um rostinho bonito (e como), o que, para mim, se iguala a tudo aquilo que ele disse sobre a novela, mas mesmo assim, conseguiu roubar a cena, trabalhou bem e deixou sua marca nesse episódio. Tivemos ótimas quotes, ótimas cenas e, apesar da falta de questões eticamente relevantes, o resultado final foi mais que satisfatório.
O caso era simples, tirando o fato de ninguém saber se era um caso ou mais uma das obsessões do médico. Claro que tinha alguma coisa de errado com o gostosão da TV, o que, inexplicavelmente, anulou todos os crimes que o médico cometeu. É obvio que seqüestro, arrombamento, drogar e reter alguém sem o consentimento são coisas incrivelmente perdoáveis desde que você esteja doente. Isso tudo justamente no dia em que o hospital sofre uma inspeção. Cuddy deu muita sorte, porque se eu fosse o fiscal, prenderia todo mundo, amarraria todos numa árvore e atearia fogo. Vê se isso é maneira de conduzir um hospital decente? Mas pelo menos o Princeton Plainsboro dá de 10×0 no Seattle Grace. Na vida real nunca teríamos um House, e nunca que as coisas funcionam daquele jeito, e mesmo relevando todas essas incompatibilidades, acho que a multa foi incrivelmente baixa. Gente, por favor, né?
Ok, eu perdoava a parte de usar a geladeira do necrotério para guardar comida porque foi sensacional, mas só isso! Amo o House de paixão, mas ele deveria estar preso na solitária e condenado para o resto da vida. Os fins não justificam os meios, pelo menos não para mim.
Voltando ao caso, Jason Lewis era alérgico a quinino, e estava daquele jeito porque bebia muita tônica. Eu não sei o que faria se fosse alérgica à água tônica. Eu adoro isso, de paixão! E não, não tomo com vodka como as pessoas normais. Tomo pura mesmo, com gelo e limão, e ADORO! Experimentem antes de criticar, ok? Vale lembrar que House errou o diagnóstico, o que é algo um tanto quanto raro. Claro, coincidentemente e nada programado ele acertou o tratamento, mas mesmo assim errou. Alergia à flores é coisa do passado! Até eu faria melhor, House!
Sobre o drama do colchão, eu achei incrivelmente chato e irrelevante. Resumo: os dois querem um colchão novo porque quebraram o antigo por causa dos hábitos sexuais da pervertida da CB, brigam, Wilson compra um colchão de água (adorei!), Wilson devolve, os dois ficam felizes fazendo sexo animal da cama que a CB escolheu. Pronto! Agora, dois comentários sobre isso: Primeiro que eu sempre quis dormir num colchão d’água, mas nunca tive a oportunidade (sem piadinhas), e segundo que adorei as discussões sobre o que a Amber quis dizer quando mandou o Wilson escolher o colchão. AMO ver os homens quebrando a cabeça tentando entender o que as mulheres querem, ou estabelecer um raciocínio lógico. Queridos, se nós não sabemos o que queremos, imaginem vocês? Meu conselho é que fiquem quietos, sejam carinhosos e abaixem a tampa da privada depois de usar!
Toda a trama da fiscalização do hospital deixou Cameron mais próxima de House e da sua antiga vida. Foi legal vê-la participar mesmo contra a vontade de House, mas ouvir todo aquele papo de ela querer ou não voltar foi outra coisa que me revirou o estômago. Claro que a Cameron quer voltar, claro que ela sente falta do emprego e é obvio que ela sente saudades do House. Muito óbvio! E, para falar a verdade, não acho que ela ficará afastada desse jeito. Acho que a 5ª temporada nos trará surpresas quanto a isso, e algo me diz que Cam e Chase mais uma vez integrarão a trupe pop. Não dá para manter um elenco regular que é mais coadjuvante que as enfermeiras que aparecem em segundo plano. Confesso que me divirto contando o tempo de tela que o Chase tem a cada episódio, mas isso tem que mudar. Ou eles mudam o elenco principal ou mudam a série. Não dá para ficar como está.
Sobre a minha brincadeira com o Chase, dessa vez foi menos de 1 minuto, mas a quote foi ótima:
Cuddy: Por que House está dirigindo uma limusine?
Foreman: Não sei.
Cameron: Não preciso saber.
Chase: Não… me importo?
As vezes não é a quantidade, mas sim a qualidade.
Ta, essa foi péssima, mas tinha que dizer alguma coisa em solidariedade!
Se eu for chutar agora, digo que Chase sai da série e Cameron volta para a equipe de House. E nota para os produtores: quero saber se ela dormiu ou não com o médico, ainda não esqueci disso! E esse foi o “Momento Sugestão de Episódio para os Produtores” do dia!
Já quero terminar, mas antes preciso comentar de como adoro essa série. Me apaixonei por House lá pelo terceiro episódio que vi, e desde então fiz várias outras pessoas sofrerem desse mesmo mal. Graças a Deus essa não foi mais uma daquelas séries que pioram bastante com o tempo a ponto de assistirmos somente porque um dia ela foi boa. House mantém o nível – se não melhora – e a audiência não cai. Qual o segredo dessa série? Não sei se há um segredo, mas sim elenco competente, produção impecável, roteiros bem elaborados e uma estrutura que funciona. Mas isso não é suficiente, tem que haver um “algo mais”. Hoje pelo menos eu tive um momento que me fez dizer “como amo essa série”, e acho que todos passaram pela mesma experiência:

Que isso sirva como uma wake up call para os votantes do Emmy e que finalmente reconheçam um dos melhores atores da atualidade da televisão norte-americana.
E até a próxima!
Empregado Favorito da Semana: Fiquei na dúvida, mas no final decidi pela Cuddy!
Porque?
Cuddy: (para House) 51 semanas do ano eu deixo você corre por aí como um macaco numa fábrica de bananas.
Cuddy: (para Cameron) A última vez que eu chequei o PS, você tinha as fichas mais organizadas do prédio. Da última fez que eu chequei o almoxarifado do quarto andar eu encontrei as fichas do House.
Isso sem contar o fato de ela não ter sido demitida mesmo administrando o hospital mais bagunçado e sem regras da história, depois do Seattle Grace.
Momento House Possui Minha Ética de Trabalho:
Foreman: Você o seqüestrou?
House: É maravilhoso que eu ainda não perdi a habilidade de te surpreender.
É sempre importante ter a capacidade de surpreender. Previsível é uma perda de tempo, e de pessoas normais o mundo está cheio. Seja criativo!
Momento Roubo de Cena: Além de tudo o que eu disse anteriormente, um momento me chamou a atenção:
Quem diria que a 13 e suas maneiras lésbicas seriam incrivelmente engraçadas?
Para quem ainda não identificou, essa é aquela cena em que ela estava analisando se já namorou ou não a enfermeira da novela. Vagabunda rodada!
Momento Curiosidade Inútil:
Atriz: Você realmente é um médico?
House: “Glioblastoma.” Precisa de mais provas?
Glioblastoma Multiforme, ou GBM, é a forma de tumor maligno mais comum no cérebro. Na maioria dos casos, é letal.
O grande problema deste tipo de tumor é o seu rápido crescimento, e mesmo após a cirurgia, um novo aumento é esperado. Mesmo que a operação remova 99,99% do tecido neoplásico, o restante é capaz de se multiplicar e dependendo do caso, volta ao tamanho inicial em até 30 dias. É praticamente impossível efetuar a remoção completa do tumor pois isso acarretaria diretamente em lesão cerebral. A remoção é feita pelo cirurgião até uma “área de segurança”, e o restante do tumor será combatido posteriormente através das terapias conhecidas.
Há raríssimos casos de metástase para o GBM, e também há situações em que ele é inoperável. Dependerá basicamente em que região do cérebro se encontra e demais fatores como idade do paciente, histórico clínico, etc.
Um caso isolado e bastante conhecido é o de um pesquisador norte-americano, Ben Williams, que ao saber seu próprio diagnóstico de GBM, iniciou uma série de estudos e pesquisas e está vivo desde 1995. Há diversos artigos publicados, inclusive um livro.
No Brasil há também raríssimos casos de pessoas com um tempo razoável de sobrevida, na faixa de 1-2 anos. Estatisticamente está dentro da faixa dos sobreviventes dessa moléstia, grande oponente da neurologia.
……….A redação ruim não é minha culpa! Culpem minha fonte, a wikipedia!
Próximo Episódio: 12 de maio de 2008
Mandar por E-mail
•
Imprimir este post
amo o programa house, tem tanta doença e coisas que eu nao sabia que agora eu sei, nossa file. e eu adoro o dr: house
e como eles fazem pra descubri as doenças e panz, nossa tudo mesmo, parabens é a melhor serie do mundo .