Grey’s Anatomy: 4.10 “Crash Into Me – Part II”

Em Abr 16th, 2008 • Categorias: Blog, Grey's Anatomy

Resumo: Meredith trabalha arduamente para salvar um paramédico preso em uma ambulância; Lexie mantém a vida de um paciente em suas mãos; Derek depende de uma enfermeira para salvar um paciente; Bailey luta para conciliar sua vida pessoal com seu trabalho.
Data de exibição nos EUA: 6 de dezembro de 2007
Audiência: 17.64 Milhões
Trilha Sonora: “Creator”, de Santogold.
“Circles”, de Natalie Walker.
“Feel It Coming”, de Sara Melson.

Comentário: Depois do Massacre da Serra Elétrica ou o que é que seja que tenha causado o banho de suco de tomate na Lexie, chegamos na segunda parte do episódio que, para meu grande alívio, foi muito melhor que a primeira, e definitivamente é, até agora, o melhor da temporada (só dessa, já que as 2 primeiras temporadas são bastante superiores). Gostei muito do início do episódio (Equipe de BRNTM: preste atenção e descubra como se faz clipe de qualidade), aquele clima tenso, bem de série dramática e tudo mais. Até mesmo a Lexie me surpreendeu, o que é algo bom, já que não esperava mais dela do que falar muito e respirar nas horas erradas. Definitivamente os melhores episódios de Grey’s Anatomy são aqueles que as coisas não dão certo, não seguem aquele ritual de felicidade. Sim, sou mórbida, mas o desastre, as vezes, é muito mais próximo da realidade, do drama e da qualidade do que qualquer riso, romance, momento light e tudo mais. Esse episódio foi assim: as coisas nem sempre deram certo, aconteceram vários imprevistos e situações que evitamos e tememos, mas ao final, isso serve para nos fazer crescer e melhorar, aprender com os erros, respirar fundo e partir para outra. Claro, sempre dançando. Dito isso, vamos dissecar (ou pelo menos tentar) os diversos núcleos de hoje.

Eu gosto da Rose, realmente gosto! O sorriso dela é legal e ela tem um tipo de voz que é impossível de ignorar. Qual o problema? Numa época de profunda escassez de cirurgiões do mais renomado hospital da galáxia desde que os médicos de Plutão, o então primeiro lugar, morreram ao ficar sem a então residente Dra. Addi Montgomery, eles revolvem contratar mais profissionais. Cirurgiões? Nada disso, enfermeira! Sim, uma série somente sobre a carreira cirúrgica, e como é literalmente ter a vida de outra pessoa nas mãos, agora dá foco para enfermeiras, que, conforme todos lá adoram usar essa metáfora – ou o que diabos seja – a base da cadeia alimentar. Para tentar consertar o erro, fizeram a coitada operar um computador, o que aparentemente não tem competência, já que esquece de reiniciar a coisa. Sabe, eu sei que essas histórias tem um propósito e tudo mais (triângulo amoroso, questão de panelinhas no hospital, atenção para aqueles renegados e tudo mais), mas ultimamente Grey’s tem ficado tão estúpido que nem para essas coisas consigo ligar. Nessa parte da história só conseguia pensar em coisas como “Meu Deus, Derek operando um computador?”, ou “O melhor hospital desse mundo e do outro não tem computadores modernos”, ou ainda “Por que o Steve “2” Mostow” não operou o computador ao invés de segurar a pinça radioativa da cabeça da paramédica, que aparentemente era muito mais importante?”. Dito tudo isso, não consigo achar outra coisa desse núcleo a não ser uma perda de tempo ridícula. O beijo de Derek e Rose não teve química alguma, e só aconteceu numa tentativa ultra-forçada de bagunçar com a já bagunçada Meredith, agora ciente de que quer o Dreamy, e nem me façam entrar nessa coisa do medo, porque é mais confusão a vista! Agora, porque do nada o Derek desistiu da Mer (porque vocês sabem que depois do beijo ele vai desistir da Meretriz) depois de tanta luta, brigas, sexo e tudo mais? Ele só gosta dela quando ela está indisponível, não é mesmo? Ok, definitivamente bloqueei o romance dos dois da minha cabeça. Se os roteiristas e a Toda Poderosa Shonda-quero-ser-Oprah não sabem o que querem, eu vou saber? Agora, uma coisa é certa: Tudo seria tão melhor se a Rose fosse cirurgiã! Enfermeiras com voz em série só em ER, amigos! Grey’s Anatomy ainda não chegou nesse nível.

Ok, comecei com esse papo de medo e agora vou ter que terminar, não é mesmo? Esse foi o foco da Meredith e seu caso, os paramédicos da ambulância. Nessa altura só restou um, já que o outro morreu no episódio passado. Odeio quando fazem ela parecer a melhor médica de todos os tempos, talentosa e tudo mais. Fãs, podem me bater, mas Ellen Pompeo não tem qualidade nem carisma para uma personagem assim. Ela foi feita apenas para a Grey frágil, problemática e mediana, e quando temos essas crises de heroísmo e tudo mais, a coisa fica forçada. Apesar disso, confesso que adorei o “cala a boca” dito para a minha querida Hahn, que, batam na minha boca, não estava bem nesse episódio. Definitivamente colocar a Hahn fraca e a Mer forte não é uma jogada muito inteligente, é aquele caso de “em time que está ganhando não se mexe”. Mas tudo bem, o que dá para falar desse caso é o famoso medo, esse sentimento que atrapalha a vida da gente. Nunca pensei o medo como algo bom, e esse episódio não mudou minha opinião, sinto dizer. Não no sentido de medo ser sinal de covardia, porque não é. Vira covardia somente quando você deixa de fazer algo por um medo simples, que resolve comandar sua vida. Confesso que várias vezes sou assim, e tenho medo de muitas coisas: raio, criminalistas, fãs de Lost e peruca da Tyra, para citar algumas, mas acho que nessas situações o medo como coisa de fracassado e tudo mais. Vejo como uma precaução, um cuidado, pode ser até irracional, mas que devemos considerar, sem deixar tomar conta de tudo. O medo do paramédico era irracional, e ali era a única alternativa, então ele tinha que esconder aquilo e se mostrar forte. O medo de Mer perder Derek é uma questão de comodidade, acho, de ela não ter mais a porta para a felicidade ao seu lado. São 2 tipos de medo que não devem ser comparados, com motivos diferentes e alguns nada louváveis. Apesar disso tudo (provavelmente não fez sentido, mas quando é que algo que eu falo faz?), uma coisa é certa: é fundamental ter alguém do lado para te ajudar a enfrentar essas situações e nos ajudar a não deixar o medo tomar conta. E me odeio por dizer isso, mas Mer estava certa em tudo que disse para a mulher do cara morto. E agora estou com medo de viver num mundo onde Meredith tem razão. Alguém me ajuda?

Essa parte de ter alguém para ajudar também serve para todo o resto do episódio: Steamy com seus colegas ao perder um paciente querido (ou bom para o ego, não consigo decidir qual); Hahn ao admitir o erro e sair do escudo de proteção que criou provavelmente para se proteger dos perigos do novo cargo; Izzie e George, após um dia complicado (eca); Alex e Ava, por motivos idiotas e que me dão raiva, mas mesmo assim; Derek e Rose, numa tentativa de achar alguém mais seguro do que a instabilidade constante de Mer (Derek deixou o medo vencer e buscou um caminho mais fácil, típico); Meredith e Cristina, as 2 depois de um dia intenso, cada uma com seus motivos (Cristina por ter confrontado Bailey e Mer por ter vencido seu medo de compromisso e aberto ao amor – que lindo – de Dreamy), e por aí vai. A Lexie se apegou muito com o Seth Green (paciente da artéria exposta), algo aparentemente comum no Seattle Grace, e sua perda teve maiores influências do que de uma relação médico-paciente. Lexie se viu como íntima, amiga, e isso poderia destruí-la, tanto profissionalmente quando pessoalmente. Aqui, eu ressalto o papel fundamental da Cristina de tê-la guiado nos dois lados, e abrindo as portas para o relacionamento das irmãs Grey. Dou 3 episódios para Lexie se mudar para o motel da Mer. Ok, agora com a greve provavelmente serão mais, mas quem se importa com essas duas? E para terminar essa parte, o que melhor para companheiros do que marido e mulher? E quando essa relação de ajuda acaba? Só sei que sem o marido (e odeio esse plot que a Shonda armou para a Bailey), nossa querida “Nazi” não será a mesma, muito menos depois de um certo paciente que mexeu com todos que o conheceu.

É com ele que vou terminar esse comentário. Primeiro vou chamá-lo de Ethan Room, já que, para mim, ele é a cara do personagem de Lost (só falta vir alguém e dizer que é o mesmo ator. Imaginem minha cara de idiota?), e vou discutir o assunto aqui depois de ter parado para pensar sua história de outro ângulo, diferente daquele que escrevi no comentário passado. E se aquilo não forem suas crenças, e apenas resultado de uma noite de bebedeira? Bom, para mim tudo começou assim, mas ele teve a oportunidade de consertar isso, apagar a tatuagem, fazer outras coisas, etc. Mas não, ele se transformou na pessoa que faria aquilo, egoísta, discriminatório, e tudo mais. A sorte dele é que existem pessoas que ligam para algo maiores que crenças, raça, cor, etc. Bailey é assim, apesar de eu achar que ela não “se elevou”, como cansou de repetir, pois foi arrogante, apesar de tudo. Após repensar o caso, chego a conclusão que tudo começou como uma brincadeira inocente, mas o Ethan incorporou a tatuagem. Sou anti-nazismo e tudo mais, não me levem a mal, mas uma coisa eu admiro nele: a honestidade. Existem milhares de pessoas por ai (e eu conheço várias) que são tão porcas e nojentas quanto ele, mas ao menos ele tem peito e assumir e sofrer com as conseqüências de suas convicções. Ao mesmo tempo que o mundo seria um lugar melhor sem ele, o mundo seria um lugar melhor com pessoas comprometidas que nem ele, só que não pela causa nazista, por favor! Ou apaixonados pela Mer. Acho que prefiro o nazismo!

Dito isso, até o próximo comentário, do que, ao que tudo indica, parece ser o último episódio da série. Minha dica para agüentar quando não tivermos Grey’s para nos divertir: Passe o maior tempo possível com sua “pessoa”, sua Cristina!

Aww, isso foi fofo!

Sugestão de episódio para a Shonda: Acidentes! Acidentes! Acidentes!
Momento Gizzie me dá Nojo: Em homenagem ao George, que estava perfeito nesse episódio, não falarei nada do casal!
Momento Roubo de Cena: George no episódio inteiro, mas principalmente quando ele pede para cuidar dos relatórios ao invés de falar com o marido da Bailey. Ótimo!



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